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terça-feira, 9 de julho de 2013

A Morte de Sócrates

A morte de Sócrates, por Jacques-Louis David, 1787
óleo sobre tela, 129.5cm x 196.2cm. Metropolitan Museum of Art, Nova York


Sócrates foi um importante filósofo ateniense do período clássico da Grécia Antiga, nascido em 469 a.C. e falecido em 399 a.C. e teve seu destino apontado pelo Oráculo de Delfos como um grande educador considerado um dos fundadores da filosofia ocidental. Não deixou escritos, ficou conhecido pelos relatos de seus discípulos, principalmente Platão que o descreve através de seus diálogos, sendo até os dias de hoje conceito de pensamento e dialogo com intuito de discutir determinado assunto antes de se chegar a uma resposta definitiva.
Sócrates provocou uma ruptura na história da filosofia grega, ensinava em praça pública e não cobrava pelas aulas como os sofistas tinham a preocupação em criar situações de diálogos e discussões acerca dos assuntos, e não acreditava na idéia dos sofistas de que a virtude pode ser ensinada para as pessoas, e ensinava que a moral seria uma questão de inspiração e não de parentesco.
A morte de Sócrates é uma pintura de Jacques-Louis David, representa a cena da morte de Sócrates por envenenamento, sob a acusação de ter sido contra as idéias dos atenienses e corromper a mente dos mais jovens com suas idéias. Nesta obra também estão Platão sentado aos pés da cama com semblante entristecido e Cliton com a mão no joelho de Sócrates, todos melancólicos com a decisão de não aceitar o exílio desistindo da filosofia.
Durante o neoclassicismo era costume utilizar um tema antigo para tecer comentários sobre seu próprio tempo, a obra em questão exalta a sabedoria e o sacrifício de Sócrates em contraposição com a soberania, ignorância e injustiça dos governantes de seu tempo.




Nesta obra David representa as figuras humanas com contornos físicos precisos semelhantes às estatuas gregas onde Sócrates é representado com uma aparência serena e tranqüila ante sua morte, estão representados também os doze discípulos ao redor do mestre, Platão sentado aos pés da cama com uma veste de cor semelhante à de Sócrates com semblante entristecido e Cliton com a mão no joelho de Sócrates atordoado por seu mestre não ter fugido da prisão, todos melancólicos com a decisão de não aceitar o exílio desistindo da filosofia.

Sócrates e seu alunos, por Johann Friedrich Greuter - sec. XVII







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