Grécia
A educação era direcionada para desenvolver a personalidade e a liberdade do individuo.
Além de ser separada do elemento religioso e do ambiente estético e filosófico, possuia a hegemonia da cultura grega. A educação na Grécia pressupunha a dimensão ética e artística e visava à transmissão, de gerassão das crenças, valores e habilidades do indivíduo. Trabalhava o aluno por meio de uma renovação dos métodos educacionais com ênfase na oratória, na qual o cidadão incorporava a cultura da cidade gerando um homem livre, sábio e sempre em processo de mudança. Esse tipo de educação não priorizava a criança, mas sim, o adulto que ela se tornaria, enfatizando o papel do cidadão na comunidade.
Os gregos não tinham educação técnica para dispor aos estudantes o ensino de uma profissão especifica.
Educação Espartana
Em Esparta, era a mãe que se responsabilizava pelo menino até os sete anos, depois ele entrava em uma escola pública e obrigatória, onde lhe era ensinada a educação militar. Eles ficavam em quartéis muito grandes, não possuindo nenhum conforto, e o treino para a guerra começava quando eles completavam 18 anos. Aos 30 anos, uniam-se aos serviços públicos e militares. Essa educação era dominada integralmente pela definição de hegemonia do Estado sobre o individuo e tinha como fim a perfeição física. Os alunos aprendiam também música e os cantos marciais. Havia nesse tipo de educação o mínimo de intelectualidade e estética, pois o estudo da linguagem e uma formação moral elevada era da responsabilidade de jovens instrutores. Para as meninas e as moças, o ensino era também obrigatório e a dança e os exercícios físicos predominavam.
Educação Ateniense
Em Atenas, a educação apresentava uma visão oposta à de Esparta. Seu legislador foi Sólon, que tinha como objetivo a instrução da juventude como tarefa especial do Estado, sendo ela obrigatória, mas sempre visando a um ambiente libertário. As cidades-estado desenvolveram-se conforme um ideal de constituição completa do homem, pondo na mesma dimensão a educação física e a intelectual. Nem as escolas nem os alunos eram controlados pelo governo, e os meninos entravam na escola com seis anos e eram confiados a escravos de confiança, que lhes ensinavam aritimética, literatura, escrita, educação física e música.
Os meninos que pertenciam a classes sociais mais baixas deixavam a escola para trabaçhar na agricultura ou aprender um oficio, mas os de classe alta continuavam nas escolas para adquirir uma educação secundária elementar. Nesse tipo de educação, a intervenção do Estado ocorria de forma mais direta, principalmente quanto ao número de alunos e o tempo de permanência deles na escola.
O progresso da Ciência propiciou a avanço da educação secundária, colocando em seu conteúdo os ensinamentos de astronomia e da matemática, sendo também introduzidas bibliotecas e salas de estudo. No chamado "Século de Péricles", transformações influentes aconteceram, tais como o aparecimento dos sofistas - professores ambulantes que iam de uma cidade a outra para ensinar ciências e artes, destacando-se Sócrates.
Quando Atenas foi derrotada por Esparta, não só a educação ateniense foi abalada, mas também sua hegemonia.
Os pensadores Sócrates, Platão e Aristóteles tiveram grande importância no desenvolvimento da educação grega e influenciaram as teorias educacionais de todos os séculos.
A partir desses filósofos surgiram muitos outros, e também houve a criação da Biblioteca de Alexandria, que tinha em seu acervo cerca de 700 mil livros. Também foram criadas as escolas de retórica e as escolas filosóficas.